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A última pescaria - Viagem do Alberto, Dálcio, Paulinho e Lercio
Vi uma frase escrita no para-choque de uma caminhonete esta semana e me lembrei do saudoso companheiro Paulinho, nosso companheiro de pesca que agora arrumou um pesqueiro em melhores companhias. A frase dizia o seguinte "Ainda ontem chorei de saudade" e os cantores sertanejos João Mineiro e Marciano interpretam uma cançao cujo autor da letra é Moacir Franco onde há esta frase.
Visitei muitos anos atrás um local chamado Paredão (não é o paredão do Big Brother) localizado entre o triângulo Pompéu, Abeté e Martinho Campos (também conhecido pelos nativos como Badia devido ao antigo nome de Nossa Senhora do Abadia). O primeiro convite ocorreu feito por amigos donos de uma linda casa no Paredão e as visitas se tornaram mais frequentes e a turma da rua onde moro em Beagá foi adquirindo propriedades neste local e em alguns ocasiões cheguei a ser muito maltrado, não pelos donos da casa mas por outros presentes e resolvi que não precisava passar dificuldades.
Comprei um lote e gastei até o que não tinha para construir meu próprio rancho e como haviam metais de banheiro, tudo Deca (trem de primeira) que havia comprado para reformar minha casa em Beaga e nunca os usava, coloquei todos no meu ranchinho que fui construindo com muito amor.
Finalmente meu rancho ficou pronto e aproveitei alguns moveis de casa, uma geladeira vermelha (que durou até acabar) uma mesa com quatro cadeiras e comprei depois um fogão branquinho Dako, novinho em folha que paguei em duras e suadas prestações, pois fiquei muiiito endividado com a construção.
Em um dia destes de temporal, lá quando chove e venta o trem é feio, o telhado do meu rancho, que era de amianto simplesmente saiu voando por aproximadamente uns 20 metros, e olha que todas as telhas foram devidamente parafudas em três caibros daqueles GROSSOS que também voaram sendo que um deles atingiu a casa da vizinha quebrando sua caixa dáqua. Neste dia foi um corre corre danado e meus antigos amigos (aqueles que me levaram a primeira vez) e mais outros que fui conquistando pularam para dentro do rancho e removeram tudo que podia estragar e depois me telefonaram para falar da tragédia.
Tive mais vez que fazer gastos quando não podia, senão perderia tudo que havia conquistado com muito sacrifício, e resolvemos, eu e minha esposa fazer desta vez um telhado colonial, pois o ventão iria no máximo arrancar poucas telhas, mas nunca arrancou nenhuma e foi aos poucos mobiliando e investindo cada vez mais e coloquei até antena satélite com controle remoto para trazer mais conforto a todos que frequentaram meu rancho e ademais minha adorável esposa, que não gosta de pescar, nem amarrada pelo saco, tinha que ficar no rancho fazendo comida ou vendo TV.
Numa destas oportunidade convidei pessoas que tenho em grande conta para fazer uma pescaria no Paredão e eles toparam, o que me deixou até surpreso, pois não pescava em suas companhias já tinha um longo prazo. E então fomos nós, Alberto, Paulinho, Dálcio e eu.
Devo considerar que a pescaria foi um sucesso e meus amigos até gostaram do rancho tanto quanto da viagem, fomos no carro do Alberto, um ótimo Palio Adventure com suspensão melhor ainda, pois se tivéssemos ido de Opalão íamos achar tínhamos passado em um liguidificador devido as costeletas da estrada de terra, o Off-Road do Alberto parecia estar no asfalto. E neste clima muito agradável cuidei de fazer gostosas refeições, rolou até cerveja e não faltou também uma cachacinha ou outra e passamos um final de semana ótimo.
Alternando entre comer, beber e pescar (não necessáriamente neste ordem, pois no caso do Dálcio a palavra pescar se repetia muito, muito mesmo, até na quantidade de anzóis que prendia em suas linhas) capturamos muitos peixes a pesca foi um sucesso.
Depois disto o grupo se dispersou e nosso amigo Paulinho nos deixou presos aqui, para continuarmos nossas tarefas e reitero que Ora por nós todos, onde quer que ele esteja para que Deus nos projeteja
Lercio Teotonio Gontijo
Belo Horizonte - 22 de março de 2007